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Julgamento de Bolsonaro no STF: Controvérsias Constitucionais e Divergências Jurídicas

Juristas divergem sobre julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe no STF

imagem ilustrativa da justiça quebrada

Juristas divergem sobre julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe no STF

O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados por suposta tentativa de golpe de Estado tem gerado intensos debates na comunidade jurídica brasileira. Diversos juristas questionam a competência do Supremo Tribunal Federal (STF) para conduzir o processo, uma vez que Bolsonaro não ocupa mais cargo público com foro privilegiado. O professor Aury Lopes Jr. argumenta que, conforme a jurisprudência estabelecida na Ação Penal nº 937, o foro especial se aplica apenas a crimes cometidos durante o exercício do cargo e em razão dele. Assim, a competência para julgar o ex-presidente seria da primeira instância da Justiça Federal.


Questionamentos sobre a imparcialidade do ministro relator

Outro ponto de crítica refere-se ao Julgamento de Bolsonaro no STF e a à atuação do ministro Alexandre de Moraes como relator do caso. Juristas como Felipe Drumond sugerem que Moraes deveria se declarar suspeito, dado seu envolvimento na fase investigatória e o fato de ter sido supostamente alvo de um plano para ser preso durante a tentativa de golpe. Eles argumentam que sua participação no julgamento pode comprometer a imparcialidade necessária ao processo. As Controvérsias Constitucionais e Divergências Jurídicas tem aumentado a cada ação do supremo.


Debate sobre atos preparatórios versus executórios

A natureza dos atos atribuídos aos acusados também é objeto de debate. A ex-deputada e professora de Direito Penal da USP, Janaína Paschoal, afirma que não houve tentativa de golpe, pois não se iniciou a execução do crime, permanecendo no campo dos atos preparatórios, que são penalmente impuníveis. Em contrapartida, o advogado criminalista Alberto Toron sustenta que, em crimes contra o Estado Democrático de Direito, a simples tentativa já configura infração penal, dada a gravidade do bem jurídico tutelado. Essas Controvérsias Constitucionais e Divergências tem acalorado o debate público do Julgamento de Bolsonaro no STF.


Controvérsia sobre julgamento na Primeira Turma do STF

A decisão de julgar o caso na Primeira Turma do STF, composta por cinco ministros, também é contestada. O ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, e o advogado criminalista Celso Vilardi defendem que, devido à magnitude e complexidade do caso, o julgamento deveria ocorrer no plenário da Corte, com a participação dos onze ministros, para garantir maior legitimidade e representatividade.


Alegações de cerceamento de defesa e falta de provas Agência Brasil

As defesas dos acusados alegam cerceamento de defesa e falta de provas contundentes que apontem Bolsonaro como autor de ordens para a execução de um golpe de Estado. Os advogados também questionam a validade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência, e reclamam do acesso restrito às provas. O GLOBO


Divergência sobre a condução do processo pelo STF

A condução do processo pelo STF é vista por alguns como uma medida necessária para garantir a responsabilização por crimes contra a democracia. No entanto, outros argumentam que o Supremo está extrapolando suas competências e agindo de forma política, o que poderia comprometer a imparcialidade do julgamento.


Diante dessas controvérsias, é evidente que o julgamento de Bolsonaro e seus aliados por tentativa de golpe de Estado suscita importantes questões jurídicas e constitucionais. As divergências entre juristas refletem a complexidade do caso e a necessidade de um processo que respeite rigorosamente os princípios do devido processo legal, da ampla defesa e da imparcialidade judicial. O desfecho desse julgamento terá implicações significativas para a democracia brasileira e para a credibilidade das instituições judiciais do país.


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