Julgamento de Bolsonaro no STF: Controvérsias Constitucionais e Divergências Jurídicas
- Alexandre Tavares Lopes
- 30 de mai. de 2025
- 3 min de leitura
Juristas divergem sobre julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe no STF

Juristas divergem sobre julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe no STF
O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados por suposta tentativa de golpe de Estado tem gerado intensos debates na comunidade jurídica brasileira. Diversos juristas questionam a competência do Supremo Tribunal Federal (STF) para conduzir o processo, uma vez que Bolsonaro não ocupa mais cargo público com foro privilegiado. O professor Aury Lopes Jr. argumenta que, conforme a jurisprudência estabelecida na Ação Penal nº 937, o foro especial se aplica apenas a crimes cometidos durante o exercício do cargo e em razão dele. Assim, a competência para julgar o ex-presidente seria da primeira instância da Justiça Federal.
Questionamentos sobre a imparcialidade do ministro relator
Outro ponto de crítica refere-se ao Julgamento de Bolsonaro no STF e a à atuação do ministro Alexandre de Moraes como relator do caso. Juristas como Felipe Drumond sugerem que Moraes deveria se declarar suspeito, dado seu envolvimento na fase investigatória e o fato de ter sido supostamente alvo de um plano para ser preso durante a tentativa de golpe. Eles argumentam que sua participação no julgamento pode comprometer a imparcialidade necessária ao processo. As Controvérsias Constitucionais e Divergências Jurídicas tem aumentado a cada ação do supremo.
Debate sobre atos preparatórios versus executórios
A natureza dos atos atribuídos aos acusados também é objeto de debate. A ex-deputada e professora de Direito Penal da USP, Janaína Paschoal, afirma que não houve tentativa de golpe, pois não se iniciou a execução do crime, permanecendo no campo dos atos preparatórios, que são penalmente impuníveis. Em contrapartida, o advogado criminalista Alberto Toron sustenta que, em crimes contra o Estado Democrático de Direito, a simples tentativa já configura infração penal, dada a gravidade do bem jurídico tutelado. Essas Controvérsias Constitucionais e Divergências tem acalorado o debate público do Julgamento de Bolsonaro no STF.
Controvérsia sobre julgamento na Primeira Turma do STF
A decisão de julgar o caso na Primeira Turma do STF, composta por cinco ministros, também é contestada. O ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, e o advogado criminalista Celso Vilardi defendem que, devido à magnitude e complexidade do caso, o julgamento deveria ocorrer no plenário da Corte, com a participação dos onze ministros, para garantir maior legitimidade e representatividade.
Alegações de cerceamento de defesa e falta de provas Agência Brasil
As defesas dos acusados alegam cerceamento de defesa e falta de provas contundentes que apontem Bolsonaro como autor de ordens para a execução de um golpe de Estado. Os advogados também questionam a validade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência, e reclamam do acesso restrito às provas. O GLOBO
Divergência sobre a condução do processo pelo STF
A condução do processo pelo STF é vista por alguns como uma medida necessária para garantir a responsabilização por crimes contra a democracia. No entanto, outros argumentam que o Supremo está extrapolando suas competências e agindo de forma política, o que poderia comprometer a imparcialidade do julgamento.
Diante dessas controvérsias, é evidente que o julgamento de Bolsonaro e seus aliados por tentativa de golpe de Estado suscita importantes questões jurídicas e constitucionais. As divergências entre juristas refletem a complexidade do caso e a necessidade de um processo que respeite rigorosamente os princípios do devido processo legal, da ampla defesa e da imparcialidade judicial. O desfecho desse julgamento terá implicações significativas para a democracia brasileira e para a credibilidade das instituições judiciais do país.







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